sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

Dante`s Cove





Dante's Cove foi uma série com temática e personagens me interessou bastante. 


A primeira temporada tem 2 episódios, e a segunda tem 7, e a história trata um grupo de gays, lésbicas e bissexuais que, instalados no Hotel Dante, são confrontados com o passado assombroso daquele lugar. Os cenários góticos misturam-se com um ambiente paradisíaco intercalados com cenas de sexo não-explícito.



O tema baseia-se numa maldição lançada no século XIX, por uma mulher que apanha o marido com o seu mordomo aos beijos. Mata o mordomo e amaldiçoa o marido. Cem anos depois, dois namorados, Kevin (o loiro) e Toby, vão para o Hotel Dante. Kevin quebra a maldição, gerando muitas aventuras.




Dizem que o programa é uma mistura de
 The O.CQueer as Folk, e Charmed

Deixo-vos com um trailler, para conhecerem essa apaixonante e envolvente série gay:






Flavio Borges
( tem 19 anos, mora em BH e é apaixonado por séries)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Se joga em BH!




Mas então, cryanças! Chegou mais um final de semana, e esse promete deixar as bees sem fôlego!

Se você pensa que a jogação acabou após a última Kalinato do ano, com o produtor Dj Yinon Yahel, se enganou. A festa bombou, lotou, e deu o que falar. Elke e Walkiria sempre lindas recebiam os amigos para uma noite maravilhosa, e foi!

Mas chega de passado, que a fila anda, e aquele bofe da semana passada já era. A última oportunidade está por vir. E começa hoje, quinta (17/12).

Na Mary in Hell, hoje tem Hell Djs, com os Djs principais da casa. Na sexta (18/12) tem a última Oh My Hotness do ano! Os Djs roxeR, Marckey, Dr. Jeff e Tooleo tocando as músicas mais bombantes do ano. E pra encerrar a semana, no sábado tem A noite dos Djs Mascarados. Pra quem não sabe, os Djs da noite se mascaram, e o tema da fez é o Papai Noel. Que fofis! Pra quem gosta de uma noite descolada, a Mary é o lugar ideal!



Na , a última e mais esperada noite do ano. Teremos o top Dj Tony Moran. Um dos principais Djs da cena gay, estará em BH para uma despedida com muito tribal! Ele arraza! Pra quem gosta, não pode pensar em ir em outro lugar. O preço está convidativo, e a certeza de uma casa lotada! 


A festa CARPE DIEM do restaurante Graciliano voltou. Nessa sexta (18/12) haverá mais uma edição da festa em que reune a nata gay de BH.

Tem várias outras opções na cidade. Butecos, teatros, etc. Pergunte a uma amiga próxima, que ela sempre terá o prazer em te ajudar!

Bom final de semana, e juízo sempre!



PS: Sintam-se a vontade para enviar agenda de cidades do interior de Minas. Terei prazer em divulgar! Envie um e-mail pra nós: babadjeenho@gmail.com


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sim, nós somos gays!





A sexualidade humana, é um tema complexo e delicado...Mentira! A gente é que com complica com várias desculpas e auto sabotagem! É tão simples, mas tão simples, que por isso pode ser complicado de entender: se você sente atração sexual por alguém do sexo oposto você é hétero; se você sente atração sexual por alguém do mesmo sexo você é gay; se você sente atração por indivíduos tanto do sexo oposto quanto do mesmo sexo você é bissexual. Qual é a dificuldade em entender isso? Que me desculpe a psicologia, mas eu falo aqui da vida real, e meu interesse hoje não é ser politicamente correto, nem amenizar nada, estou aqui para falar algumas verdades até então entaladas. E me perdoe se eu errar, faz tempo que não busco acertos.


Portanto, se você é homem e beija homens, transa com homens, se apaixona por homens, você é gay! Sim, você é gay! Não me interessa se você só fica com homens escondido, não me importa se você namora a mulher mais linda da cidade, dane-se se você já apresentou mil namoradas para a mamãe, estou pouco me lixando se você é casado com uma mulher e é pai de cinco filhos: se você é homem e sente tesão por outro homem, lamento (ou não) informar, mas você é gay! Gay! G-A-Y! Homossexual ou, no mínimo, bissexual. E também tanto faz se você sente atração sexual por outro homem e nunca ficou com outro homem, você continua sendo gay do mesmo jeito (então, aproveita pelo menos)! Não falo daquelas idiotices de que todo afeminado é sempre gay e todo machão é sempre hétero, comportamento não é sinônimo de orientação sexual, definitivamente não é.


Sendo assim, só você sabe qual sua real orientação sexual, só você sabe da verdade. Não a verdade que você quer acreditar ou fazer com que acreditem, mas a verdade que você sente. E uma dica: não é opção sexual, é orientação sexual, não se opta por sentir atração por homens, mulheres ou os dois, a única escolha que você tem é se aceitar e ser feliz ou ser um eterno enrustido.

Por isso, digo, sei como é difícil entender e aceitar a si mesmo, mas você precisa fazer isso, em algum momento da sua vida, não engane a si mesmo para sempre. O problema das máscaras não é quando elas caem, mas justamente quando chega ao ponto em que elas não caem mais, você já as adotou como se fossem a realidade. Não se reprima, mas também tenha coragem não só para fazer, mas para assumir o que faz. Você é homem, sente tesão por homem, tem a coragem de ir para a cama com outro homem, mas não tem a coragem de dizer a si mesmo e a quem está ao seu lado que você é gay? Não digo para pregar uma faixa na porta da sua casa - alguns de nós precisam dar a cara a tapa, mas não necessariamente você precisa - agora, entre você e você mesmo é obrigatório se assumir.

Ou, então, fica sozinho, quietinho, não saia por aí vivendo aventuras, pois as pessoas têm sentimentos, sabia? Na verdade, isso tudo aqui é só para te dizer uma coisa: a diferença entre fazer seres humanos ou ratos de cobaia, é que o ser humano após o "teste" vai mandar você à merda! Então, por favor, dirija-se ao seu destino!



(Esse texto aplica-se tanto a homens quanto a mulheres na situação descrita, faça a conversão mental do gênero, se necessário)


Ruleandson do Carmo
Jornalista (diplomado), 24 anos, nasceu, cresceu e mora em Belo Horizonte (MG)

domingo, 13 de dezembro de 2009

A falta de sensibilidade das marcas







Sou um rapaz normal, consumidor desse mundo capitalista. Recebo rotineiramente folhetos, emails, mensagens via celular, telefonemas de lojas de roupas que já comprei, supermercados que frequento, bancos - porque sua previdência privada não aceita a indicação de uma pessoa do mesmo sexo? -, farmárcias, ofertas de carros por email, restaurantes que entregam na minha região. E nesse tempo todos, nenhum empreendimento, jamais falou comigo como gay que sou. Acho isso impressionante!

Numa concorrência desenfreada, da necessidade de atrair novos clientes, são raros os que dirigem-se e observam esse segmento nada pequeno - 10% da população! - de homossexuais existentes em todos os lugares, com várias culturas e diferenças. Como eu, esses milhares de gays e lésbicas espalhados pelo país, já são consumidores de uma infinidade de produtos e serviços, mas são poucos os que nos vê e vêm falar conosco.

E o preconceito? Se eu quiser comprar alguma coisa para um namorado, terei que inventar uma longa história, pois os vendedores sempre perguntam para quem é o presente. Já imaginaram se eu digo que é para meu companheiro? Tenho certeza que a maioria deles não estão preparados para ouvir essa verdade.

É pura falta de imaginação. É fingir que esse público não existe. Já mudou bastante. Hoje, encontramos pacotes de viagens para casais gays, descontos especiais em moteis. Mas e o resto? A loja de chocolate, a imobiliária, o comércio em geral?

Pode ter certeza, que eu iria considerar com atenção triplicada uma oferta feita por uma empresa que me enxergasse e teria muita simpatia por uma marca que simpatizasse comigo.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Abra suas Asas!













Hoje estive pensando quando foi que me aceitei ser chamado de gay. Muito antes de mamãe e papai descobrir o que era inevitável. Eu sou gay! Relembrei momentos de colégio, 3a, 4a série, em que os olhares estavam distorcidos. Ao invés de olhar para as meninas, eu queria era olhar para os meninos. Queria ser amigo de todos eles! Bons tempos aqueles.

Costumo dizer, que meu psicológico foi diferente de alguns relatos que já escutei sobre a auto aceitação. Para muito deles, o primeiro grande problema foi a aceitação. É muito comum gays que não se aceitam ou não conseguem se chamar de gay. E este foi o meu diferencial! Sempre me chamava de gay. Era um exercício contínuo dentro da minha cabeça. Com a ajuda da internet, tudo ficava mais fácil e compreensível.


Não foi algo traumático. Chega um momento em que você pensa que não faz sentido aquela relutância toda. Que você pode ser feliz como qualquer outro, e que a sexualidade nada mais é  do que um diferencial humano. É íntimo, é seu!


A minha maior preocupação era enfrentar meus pais. Nunca gostei de criar conflitos, e sempre fugia deles, pois os conheço muito bem. Dá pra ir bem devagar, passo a passo, evitando grandes conflitos, aproveitando para perceber a opinião deles sobre o assunto e tentar dar novas informações a eles


Moro com meus pais, e eles me aceitam muito bem. Mas a caminhada foi longa. No começo foi bastante difícil, mas fui ganhando abertura aos poucos, relutando, sentindo medo, chegando a quase perder esse apoio que é tão importante.


É isso que todos têm que perceber: não precisa criar conflito, não precisa enfiar o homossexualismo goela abaixo das pessoas. Basta saber fazer essas pessoas respeitarem a sua individualidade. A orientação sexual é sua. É íntimo! Ou você fica controlando com quem os outros transam?


E quanto aos amigos, quem não é capaz de respeitar você como você é, não pode ser considerado um amigo. Por isso, olho aberto para as pessoas que gostam de você pelo que elas acham que você é, e não por quem você realmente é! E lembre-se: o único responsável pela sua relação com os que te cercam é você mesmo!


Me conta a sua experiência? Comente!

Mas agora chega de assunto sério, e se joga na night! Vamos ser felizes!

Bjs!



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Amigo Secreto

O que é o preconceito?

Recentemente venci estas palavras. Eu fiz um amigo gay. Sim, posso falar alto e com todas as palavras: eu, um heterosexual tenho uma amigo, não, um grande amigo gay.

E esse amigo não é de infância, onde eu poderia usar a desculpa de que ficamos amigos antes de ele se assumir gay. Suas primeiras palavras já disseram tudo e, ainda assim, eu me aproximei. Quebrei a barreira e resolvi ouvir suas idéias. Afinal, não é pra isso que as pessoas fazem amizades? Trocar experiências? Aprender? Se divertir? E podem ter certeza, eu fiz tudo isso!
Por que o gay assusta tanto? Lá vem esse diabo desse preconceito de novo. Tudo o que ignoramos, nos mete medo. Já dizia o sábio que o preconceito é o inverso do conhecimento.

Mas como conhecer um universo tão particular e fechado como o mundo gay? A resposta não é tão difícil e por incrível que pareça, basta vencer o pior tipo de preconceito que existe, o contra você mesmo.
Eu não questiono o preconceito. Ele, com certeza foi necessário e inevitável em alguns momentos da passagem da vida humana. Eu questiono sim o fato de este preconceito não se superado. Talvez, a diversidade sexual seja uma das poucas características que o ser humano consegue guardar para si próprio. O negro não tem como camuflar a cor de sua pele, nem a mulher deixar de se mostrar frágil, mas o que acontece entre 4 paredes é intensamente particular e exclusivo do indivíduo. Não pode defini-lo. Seria muita superficialidade achar que o sexo pode direcionar as nossas vidas. Aliás, já pensou se o desejo falasse mais alto do que seu caráter? Eu tenho um amigo, coitado, que seria praticamente o pior tipo de homem, já que ele encoxa qualquer coisa que tenha peitos fartos.

Será que nós homens temos o medo de ser amigo de um gay porque pensamos que ele alguma hora vai nos atacar? Fala sério, você realmente pensa em atacar qualquer mulher ou colega de trabalho? Tá bom, várias vezes pensamos nisso. Mas só porque pensamos, não significa que fazemos. Pudera fazermos tudo o que temos vontade. Lembre-se que sempre há o respeito e que esse valha pra qualquer sexo. Afinal, são todos pessoas. E no final, amigo é aquele irmão que a gente escolhe. O amigo se importa com a gente e está sempre pronto a te escutar. Como pode a sexualidade afetar um sentimento tão profundo e primário como o afeto? E é o afeto que liga os amigos.

Obrigado meu novo amigo. Você me mostrou o quão fraco pode ser o ser humano e o quão incompreensível pode ser essa vontade que o homem tem de se fechar e ignorar a vida que passa correndo à nossa frente.
O preconceito pode estar te fazendo perder tempo. Tempo este que você poderia estar aproveitando fazendo a única coisa boa para que nascemos: criando laços. Principalmente aqueles tipos que mais importantes, que tocam verdadeiramente o coração das pessoas em uma conversa silenciosa e incompreensível.

Viva. Encontre pessoas. Pergunte a si mesmo. Eu sou feliz assim?

Se você respondeu que sim, entenda esse cara ao seu lado que você acha um pouco ou muito diferente. Ele também é feliz. Do jeito que ele é. E no final, é somente isso que importa.

(Bruno Almeida)