Sou um rapaz normal, consumidor desse mundo capitalista. Recebo rotineiramente folhetos, emails, mensagens via celular, telefonemas de lojas de roupas que já comprei, supermercados que frequento, bancos - porque sua previdência privada não aceita a indicação de uma pessoa do mesmo sexo? -, farmárcias, ofertas de carros por email, restaurantes que entregam na minha região. E nesse tempo todos, nenhum empreendimento, jamais falou comigo como gay que sou. Acho isso impressionante!
Numa concorrência desenfreada, da necessidade de atrair novos clientes, são raros os que dirigem-se e observam esse segmento nada pequeno - 10% da população! - de homossexuais existentes em todos os lugares, com várias culturas e diferenças. Como eu, esses milhares de gays e lésbicas espalhados pelo país, já são consumidores de uma infinidade de produtos e serviços, mas são poucos os que nos vê e vêm falar conosco.
E o preconceito? Se eu quiser comprar alguma coisa para um namorado, terei que inventar uma longa história, pois os vendedores sempre perguntam para quem é o presente. Já imaginaram se eu digo que é para meu companheiro? Tenho certeza que a maioria deles não estão preparados para ouvir essa verdade.
É pura falta de imaginação. É fingir que esse público não existe. Já mudou bastante. Hoje, encontramos pacotes de viagens para casais gays, descontos especiais em moteis. Mas e o resto? A loja de chocolate, a imobiliária, o comércio em geral?
Pode ter certeza, que eu iria considerar com atenção triplicada uma oferta feita por uma empresa que me enxergasse e teria muita simpatia por uma marca que simpatizasse comigo.

As empresas talvez sejam omissas aos consumidores Gays por receio que os outros, 90 % de consumidores, não sejam capazes de absorver tal informação e deixem de consumir produtos da mesma.
ResponderExcluirTudo que envolve nosso meio gira em torno de um conhecido fator discriminador social: o preconceito.