Recentemente venci estas palavras. Eu fiz um amigo gay. Sim, posso falar alto e com todas as palavras: eu, um heterosexual tenho uma amigo, não, um grande amigo gay.
E esse amigo não é de infância, onde eu poderia usar a desculpa de que ficamos amigos antes de ele se assumir gay. Suas primeiras palavras já disseram tudo e, ainda assim, eu me aproximei. Quebrei a barreira e resolvi ouvir suas idéias. Afinal, não é pra isso que as pessoas fazem amizades? Trocar experiências? Aprender? Se divertir? E podem ter certeza, eu fiz tudo isso!
Por que o gay assusta tanto? Lá vem esse diabo desse preconceito de novo. Tudo o que ignoramos, nos mete medo. Já dizia o sábio que o preconceito é o inverso do conhecimento.
Mas como conhecer um universo tão particular e fechado como o mundo gay? A resposta não é tão difícil e por incrível que pareça, basta vencer o pior tipo de preconceito que existe, o contra você mesmo.
Eu não questiono o preconceito. Ele, com certeza foi necessário e inevitável em alguns momentos da passagem da vida humana. Eu questiono sim o fato de este preconceito não se superado. Talvez, a diversidade sexual seja uma das poucas características que o ser humano consegue guardar para si próprio. O negro não tem como camuflar a cor de sua pele, nem a mulher deixar de se mostrar frágil, mas o que acontece entre 4 paredes é intensamente particular e exclusivo do indivíduo. Não pode defini-lo. Seria muita superficialidade achar que o sexo pode direcionar as nossas vidas. Aliás, já pensou se o desejo falasse mais alto do que seu caráter? Eu tenho um amigo, coitado, que seria praticamente o pior tipo de homem, já que ele encoxa qualquer coisa que tenha peitos fartos.
Será que nós homens temos o medo de ser amigo de um gay porque pensamos que ele alguma hora vai nos atacar? Fala sério, você realmente pensa em atacar qualquer mulher ou colega de trabalho? Tá bom, várias vezes pensamos nisso. Mas só porque pensamos, não significa que fazemos. Pudera fazermos tudo o que temos vontade. Lembre-se que sempre há o respeito e que esse valha pra qualquer sexo. Afinal, são todos pessoas. E no final, amigo é aquele irmão que a gente escolhe. O amigo se importa com a gente e está sempre pronto a te escutar. Como pode a sexualidade afetar um sentimento tão profundo e primário como o afeto? E é o afeto que liga os amigos.
Obrigado meu novo amigo. Você me mostrou o quão fraco pode ser o ser humano e o quão incompreensível pode ser essa vontade que o homem tem de se fechar e ignorar a vida que passa correndo à nossa frente.
O preconceito pode estar te fazendo perder tempo. Tempo este que você poderia estar aproveitando fazendo a única coisa boa para que nascemos: criando laços. Principalmente aqueles tipos que mais importantes, que tocam verdadeiramente o coração das pessoas em uma conversa silenciosa e incompreensível.
Viva. Encontre pessoas. Pergunte a si mesmo. Eu sou feliz assim?
Se você respondeu que sim, entenda esse cara ao seu lado que você acha um pouco ou muito diferente. Ele também é feliz. Do jeito que ele é. E no final, é somente isso que importa.
(Bruno Almeida)
Esse texto realmente está muito bem escrito. Fico feliz por existirem pessoas que se importam com as outras, independente da sua sexualidade... acho que todos nós gostaríamos de ter um amigo como esse.... que realmente trata a amizade como a coisa mais importante da vida.
ResponderExcluiradorei o post achei super interessante e desejo mto sucesso ao blog
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