domingo, 13 de dezembro de 2009

A falta de sensibilidade das marcas







Sou um rapaz normal, consumidor desse mundo capitalista. Recebo rotineiramente folhetos, emails, mensagens via celular, telefonemas de lojas de roupas que já comprei, supermercados que frequento, bancos - porque sua previdência privada não aceita a indicação de uma pessoa do mesmo sexo? -, farmárcias, ofertas de carros por email, restaurantes que entregam na minha região. E nesse tempo todos, nenhum empreendimento, jamais falou comigo como gay que sou. Acho isso impressionante!

Numa concorrência desenfreada, da necessidade de atrair novos clientes, são raros os que dirigem-se e observam esse segmento nada pequeno - 10% da população! - de homossexuais existentes em todos os lugares, com várias culturas e diferenças. Como eu, esses milhares de gays e lésbicas espalhados pelo país, já são consumidores de uma infinidade de produtos e serviços, mas são poucos os que nos vê e vêm falar conosco.

E o preconceito? Se eu quiser comprar alguma coisa para um namorado, terei que inventar uma longa história, pois os vendedores sempre perguntam para quem é o presente. Já imaginaram se eu digo que é para meu companheiro? Tenho certeza que a maioria deles não estão preparados para ouvir essa verdade.

É pura falta de imaginação. É fingir que esse público não existe. Já mudou bastante. Hoje, encontramos pacotes de viagens para casais gays, descontos especiais em moteis. Mas e o resto? A loja de chocolate, a imobiliária, o comércio em geral?

Pode ter certeza, que eu iria considerar com atenção triplicada uma oferta feita por uma empresa que me enxergasse e teria muita simpatia por uma marca que simpatizasse comigo.



Um comentário:

  1. As empresas talvez sejam omissas aos consumidores Gays por receio que os outros, 90 % de consumidores, não sejam capazes de absorver tal informação e deixem de consumir produtos da mesma.
    Tudo que envolve nosso meio gira em torno de um conhecido fator discriminador social: o preconceito.

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